Seca folha que
um dia verde era
voltará flor: primavera
Arquivo digital para meus textos, independente do gênero.
Perplexo
Estático
Ouve ao longe ruídos vencedores
Não lamenta não ora
E mudo em verdade
Faz o que pode
Mas é não-poesia
Verso fraco
Eco
Bulimia
Palavra por palavra
Encolhem diante da imensidão
Diante da noite branca
Que assenta sobre o papel
Todavia em São Paulo é poesia.
Metro livre à noite
Fixo e rimado no rush
Outras pura poesia concreta
Fragmentadas:
letras esparsas espalhando palvrões e encantos
Absorvendo borrachas, lama e sono
Algumas versos inacabados
Mudos
Escuros
Sorriso de gente triste
Toda via em São Paulo é poesia.
Cheias de cal e suor
Cheias de idas
De suspiros e
palavras inomináveis.
[ Luzes ]contam segredos
longe de qualquer alma[ janelas ]
todo-o-pouco[ revelam ]
[ noite ]
Ali
triste
(sem que fosse notado)
(tal qual Gullar ou Zé Paulo Paes)
(não sabem)
I
Certa vez pele embriagada me ludibriou com caminhos do então: mordia meu calcanhar a escorrer sangue e do barro fez-me mais preso ao chão.
II
Flutuo na azia carbonizada: artérias ardem suavemente enquanto canto uma canção desavisada aos que sorriem felizes de um modo simplesmente possível.
Falar sobre o amor é sempre um risco absurdo de cair no clichê ou dar tiro no pé. De qualquer maneira, decidi correr esse ou esses riscos.
Não sou do tipo solteiro convicto como alguns gostam de ser ou parecer e como outros me classificam, aliás, costumo responder que sou um convicto da felicidade! Só ou acompanhado o sujeito deve buscar sua alegria, bem estar: felicidade. Para tanto, reproduzo um conceito comum em que a vida se constitui de momentos felizes e que como sabemos não são os únicos de uma vida minimamente normal.
Ao "involuntariamente" pensar neste assunto, imaginei o seguinte cenário: a mulher ideal seria além de linda – aos meus olhos -, amiga, admirável, independente e simples. Ela seria também carregada de uma alegria natural e essa seria sua única exigência: que você fosse também naturalmente alegre.
Idealização, clichê, obviedade ou qualquer outra coisa, pouco importa nome ou característica dada, o amor deveria ser assim.
O exemplo é dado por meio de uma mulher e ilustra um relação amorosa, porém isso se estende para tudo: pai para filho e vice e versa e , claro, amigos; aliás essa formula deriva muito da relação de amizade dentro e fora do círculo familiar.
É delicioso gostar de alguém e simplesmente não sofrer com suas viagens constantes ou longas, pelo contrário, curtir a ideia e superar a tristeza inicial por curtir a mesma expectativa boa do outro e depois ser também beneficiado da sua alegria e êxito: "o amor é paciente, cuidadoso e não tem vaidade" bíblia sagrada, corintios, 13. "O amor é […] amor", Camões.
Desconheço a contribuição da psicologia ou qualquer outra mais moderna, mas quando não é assim, pode até parecer amor, pa-re-cer.
Se machuca, se destrói, se afasta, ou seja, se a vaidade fala mais alto, o amor está contaminado ou não é amor.
Sobre saudade e ciúmes.
Saudade é presença em nós de algo bom do outro: "é amor que fica", citando um médico que cita um paciente. Ausência é, na verdade, presença. Todos somos provas de que valorizamos mais algo ou alguém quando somos afastados. Outra obviedade: saudade é bom, aliás, muito bom!
O ciúmes é fundamental em qualquer relação, desde que mantido a níveis seguros, funciona como o raio: descarga elétrica que fertiliza o solo.
Todos conhecemos uma ou outra história amorosa, filial ou de amizade que enche-nos de esperança ou de tristeza, isso é a vida real.
Particularmente não creio que minha definição inicial seja um idealização: temos em maior ou em menor medida esse amor paciente, cuidadoso e sem vaidade; precisamos sim é acordar para ele em todas as suas esferas: aproveitá-lo muito e oferecê-lo muito, contudo, para que isso seja real é indispensável que isso comece com seu interlocutor inseparável que é você mesmo.
Seja consigo o que gostaria que outros fossem: amigo, admirável, independente e simples.
Estar bem com seu eu, ou seja, em equilíbrio, é o mínimo que você pode fazer por você mesmo e por mais paradoxal que pareça, isso não quer dizer, nem de perto, rir o tempo todo.
Quinta Poética - 26-11-2009 (anfitrião: Celso de Alencar)
Quinta Poética - 26-11-2009, promovido pela Escrituras Editora e Casa das Rosas (São Paulo, Brasil).
Celso de Alencar
79 –
http://www.youtube.com/watch?v=2zTPATLJzog
80 –
http://www.youtube.com/watch?v=ZRetfzP1U00
81 –
http://www.youtube.com/watch?v=gAGgFjE-9bg
117 –
http://www.youtube.com/watch?v=7QFlS6t3hdg
118 –
http://www.youtube.com/watch?v=Vxnt0Z0vx-I
133 –
http://www.youtube.com/watch?v=skrNnvD8Dzg
Ronaldo Silva (bailarino)
83 – não baixamos este vídeo, pois foi utilizada uma música de fundo de propriedade de terceiros
120 –
http://www.youtube.com/watch?v=9_hjsQw1pT4
Pedro Du Bois
84 –
http://www.youtube.com/watch?v=Sc4lXgi6x2I
85 –
http://www.youtube.com/watch?v=9GNcNXKO3T4
121 –
http://www.youtube.com/watch?v=1rHq3vHUzeA
Norival Leme Junior (jovem poeta)
87 –
http://www.youtube.com/watch?v=gUjR5Eiz_dU
88 –
http://www.youtube.com/watch?v=zpTv9yMORyg
89 –
http://www.youtube.com/watch?v=wqC_MuVxlFE
90 –
http://www.youtube.com/watch?v=kBhNmEgg18M
91 –
http://www.youtube.com/watch?v=GNC-N_gMRgA
92 –
http://www.youtube.com/watch?v=sslsJNM8zDA
93 –
http://www.youtube.com/watch?v=oV9AepVZ4MQ
94 –
http://www.youtube.com/watch?v=9RJZd-eQghc
95 –
http://www.youtube.com/watch?v=xeQN3acc2lM
96 –
http://www.youtube.com/watch?v=HDVQGA3m6yg
122 –
http://www.youtube.com/watch?v=dtPaiR6G2T8
Mary Castilho
98 –
http://www.youtube.com/watch?v=Ennvj0FthXM
99 –
http://www.youtube.com/watch?v=ff9sdeExa3I
101 –
http://www.youtube.com/watch?v=Gpr7b_CGNP0
102 –
http://www.youtube.com/watch?v=LAk-Cwsu2ps
103 –
http://www.youtube.com/watch?v=0GOTsJvBaJQ
104 –
http://www.youtube.com/watch?v=Ehmb7WKciUM
105 –
http://www.youtube.com/watch?v=XMnWiyWu4V8
124 –
http://www.youtube.com/watch?v=xdgjIv8DERQ
125 –
http://www.youtube.com/watch?v=jXw3xC-C3kM
126 –
http://www.youtube.com/watch?v=8-6qBZthwaY
Osvaldo Rodrigues
106 –
http://www.youtube.com/watch?v=SqbHJzE0C0k
107 –
http://www.youtube.com/watch?v=DTlsXVxxJso
108 –
http://www.youtube.com/watch?v=HCkSSL5eYQA
109 –
http://www.youtube.com/watch?v=pv29uoFbxik
110 –
http://www.youtube.com/watch?v=DaRV2CK-IDY
111 –
http://www.youtube.com/watch?v=9h_0_-ijPFY
112 –
http://www.youtube.com/watch?v=eeKVFlVMbTw
127 –
http://www.youtube.com/watch?v=zo-SklueKaE
129 –
http://www.youtube.com/watch?v=cg_LxNVsISU
130-
http://www.youtube.com/watch?v=jQ9JGPeZC2k
131-
http://www.youtube.com/watch?v=1mnxBdhpQUc
132-
http://www.youtube.com/watch?v=SbswZRkVi3M
Rudá de Andrade Filho interpretando poema de seu avô, Oswald de Andrade (participação especial)
115-
http://www.youtube.com/watch?v=DxgInRYjCXY
Julio Bittar (interpretando poema de Celso de Alencar)
116 –
è Próxima QUINTA POÉTICA: 10 de dezembro de 2009, quinta-feira, às 19h, na CASA DAS ROSAS (anfitrião: José Nêumanne Pinto).
Dias desses me pego deitado em minha cama, pronto para desabar em sono até o dia seguinte que viria logo, nada demais se eu não estivesse involuntariamente ou inconscientemente deitado da metade para baixo, ou seja, com pelo menos metade das pernas para fora cama.
Assim que o ato falho foi percebido, todos os problemas que circundam a cabeça de alguém que dorme hoje pensando no que fazer amanhã desapareceram, o que permitiu uma autoanálise quase que imediata.
A idéia de compensação imaginária foi a primeira a surgir, e confesso que ainda agora enquanto escrevo, dias depois, não foi completamente descartada; não fica atrás a de projeção, mero ato falho e, claro, coincidência.
Certo é que teve efeitos, um dos quais essa crônica é conseqüência, além de outros que não se revela em algo a ser publicado, mesmo porque, tudo já foi dito e resultou inútil, como qualquer poema.
Interessante saber que, ao contrário do que se imagina, é possível romper o bloqueio natural ora vigente de modo involuntário, embora ressalva seja feita, não é comum.

Escrituras Editora
e
Casa das Rosas convidam para a
QUINTA POÉTICA
com os poetas convidados
Celso de Alencar (anfitrião), Mary Castilho, Osvaldo Rodrigues,
Pedro Du Bois e o jovem poeta Norival Leme.
Participação especial do bailarino Ronaldo Silva.
Quinta-feira, 26 de novembro de 2009
a partir das 19h
Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos
Av. Paulista, 37 - São Paulo/SP
Próximo ao metrô Brigadeiro.
Convênio com o estacionamento Patropi - Alameda Santos, 74
Informações: (11) 5904-4499
è Próxima QUINTA POÉTICA: 10 de dezembro de 2009, quinta-feira, às 19h, na CASA DAS ROSAS (anfitrião: José Nêumanne Pinto).
Saiba mais sobre o evento e os convidados:
Quinta poética
Mensalmente, a Casa das Rosas abre suas portas para a Quinta Poética, um grande encontro dos amantes da boa poesia, com a presença de poetas convidados e de um jovem poeta, que tem a oportunidade de apresentar seu trabalho. Grandes nomes da poesia, como Álvaro Alves de Faria, Beth Brait Alvim, Carlos Felipe Moisés, Celso de Alencar, Contador Borges, Eunice Arruda, Floriano Martins, Hamilton Faria, Helena Armond, José Geraldo Neres, Raimundo Gadelha, Raquel Naveira, Renata Pallottini, Renato Gonda, entre outros, já estiveram presentes nesses encontros, que são promovidos pela Escrituras Editora e a Casa das Rosas.
Celso de Alencar (anfitrião) é poeta e declamador paraense, radicado em São Paulo desde 1972. O poeta e crítico Cláudio Willer, afirma que se trata do mais enfático poeta contemporâneo. O compositor e poeta Jorge Mautner o considera um poeta da 4ª dimensão, escandalizador e libertador de almas. É reconhecido entre os grandes talentos da geração de 1970, se apresentou na Inglaterra, França e Portugal. Tem vários livros publicados, entre eles: Tentações (1979), Os Reis de Abaeté (1985), O Pastor (1994, infanto-juvenil), O Primeiro Inferno e Outros Poemas (1994 e 2001), A Outra Metade do Coração (CD- antologia poética) e Testamentos (2003). Participou de diversas antologias no Brasil e no exterior, além de publicações em revistas e periódicos. Palestrante e integrante de diversos júris de concursos de poesia. Ex-diretor da União Brasileira dos Escritores - UBE (gestão 1990/92 e 1992/94).
Mary Castilho é poeta, paulista, nasceu na cidade de Elisiário, mas em Catanduva é que foi criada e onde realizou seus estudos. Reside em São Paulo desde 1981. É Professora e Pós-graduanda de Literatura e Língua Portuguesa, além de revisora em diversos segmentos. Em 2005 publicou o livro Cântico dos Destorcidos, com apresentação dos poetas Álvaro Alves de Faria e Mariana Ianelli. Em 2003, teve poema publicado no livro Representações do Feminino, organizado pela professora Maria Inês Ghillard, edição PucCampinas/ Editora Átomo. Tem participado com regularidade de leituras e saraus, entre os quais, o do Centro de Encontro das Artes, organizado pelos poetas Renata Pallottini e Celso de Alencar e o da Galeria Olido, organizado pela Secretaria de Cultura da Cidade de São Paulo.
Osvaldo Rodrigues nasceu em Apucarana (Paraná) e vive em São Paulo desde 1960. Graduou-se em Tecnologia Mecânica pela FATEC-SP. Aos 20 anos teve seus primeiros poemas publicados na "1ª Coletânea de Poesias Inéditas" Ed. Grafik. Livros publicados: "Vôo Singular" (poesia, Ed. Autor-1979), "Mascando Esperanças com Dentes de Vidro" (poesia, Ed. Autor-1983) e "Fôlego", poesia, Ed. Autor-1985. Livros a publicar: "Porque não dois em um", romance de ficção.
Pedro Du Bois (Passo Fundo, RS, 1947) é poeta e contista, residente em Itapema, SC. Diversos livros publicados como editor-autor, artesanalmente, com tiragens mínimas distribuídas entre amigos e amantes da literatura. Vencedor do 4º Prêmio Literário Livraria Asabeça, 2004, com o livro "Os Objetos e as Coisas". Teve publicado, neste ano, pela Corpos Editora, Portugal, o livro "A Criação Estética". Divulgação em diversos blogs e sites literários, entre eles, Germina, Triplo V (e G), Modus Vivendi, Utopoesia, Blocos Online, Projeto Valise, Vale em Versos, Vidráguas. Blog pessoal: http://pedrodubois.blogspot.com/.
Norival Leme Junior (jovem poeta) é formado em Letras pela Universidade de São Paulo e professor da rede particular de ensino. Mantém o blog quiriri.blogspot.com e o www.twitter.com/juniornl. Distribui seus escritos por meio de uma lista de email com a série ::poemas da manhã:: e ::dedo de prosa::
Ronaldo Silva é bailarino e intérprete-criador, formado pela Universidade Anhembi Morumbi – Curso Dança e Movimento. Iniciou estudos em dança na década de 1970 com formação eclética, balé clássico, dança moderna, jazz, sapateado e folclore. Trabalhou com professores e coreógrafos renomados como Ismael Ivo, Marcos Verzani, Luis Ferron, Jorge Pena, Augusto Pompeu, Alonso Barros, Heloaldo Castelo e Silva, Isabelle Dufau, Derek Willians, Jean Marc Collet, Mariana Muniz, entre outros. Desde 1995, é membro da Dance and the Child international e representante regional da daCi na cidade de São Paulo (2000–2003). Formado em Psicoballet pelo Instituto de Psiquiatria e Psicoterapia da Infância e Adolescência. Atualmente atua como intérprete-criador na Cia. de Teatro e Dança Mariana Muniz ("Parangolés" – 2008 e "Nucleares" - 2009)
Escrituras Editora
Rua Maestro Callia, 123 - Vila Mariana
04012-100 - São Paulo - SP - Brasil
Tel.: (11) 5904-4499 (Pabx)
Site: www.escrituras.com.br
No Youtube: www.youtube.com/user/EscriturasEditora
Para Julio Galli
Para L.Baptista
Para Mariana B. Chaves
"avisa que é de se entregar, o viver"