"avisa que é de se entregar, o viver"
segunda-feira, 15 de junho de 2009
:: Poema
quarta-feira, 13 de maio de 2009
:: Poema
O rabiscar de ideias
procura não dizer nada
passeia pela insignificância do traço
onde cabe tudo[vagueando no espaço
e sem querer fazer
faz
recriando o mundo.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
terça-feira, 21 de abril de 2009
:: Poema
tudo que era não é
e o resto
não passou de vaidade
não durou um só dia
explodiu no contato com a realidade
o que sobrou
virou
poesia.
:: Poema
Para Vinícius de Moraes
terça-feira, 14 de abril de 2009
domingo, 12 de abril de 2009
:: Poema
terça-feira, 31 de março de 2009
:: Poema
sexta-feira, 27 de março de 2009
:: Poema
quinta-feira, 19 de março de 2009
segunda-feira, 16 de março de 2009
: Texto
A experiência é infinita, nunca paramos de aprender, assimilar e sedimentar algum tipo de conhecimento: somos seres culturais. Isso me parece obvio e quase incontestável.
De certo modo, com a afirmação acima, espero deixar claro que não me julgo alguém pronto, acabado ou dono de toda sabedoria mundana.
Entretanto, creio já ter vivido o suficiente em anos e em situações para tecer algumas considerações sobre um dia de trabalho.
Certa vez, ao substituir uma colega numa sala de 1º ano do ensino médio, deparei-me com uma realidade triste, não absurda, apenas triste.
Adolescentes de no máximo 16 anos simplesmente ignoravam minha presença, era como se realmente eu não estivesse ali; decidi não gritar, não autorizar saídas da sala e me neguei a atender solicitações individuais enquanto não pudesse falar com todos e contextualizar minha presença e objetivo. Alguns me diziam: "Professor, dá um grito"; "Se você não berrar, não adianta"; "Vixi professor, você vai ficar aí até amanhã". Continuei em silêncio.
Não acredito no respeito automático por parte deles – algo como só o avental me garante -, mas acredito no respeito ao outro ser humano que divide o mesmo espaço que você, no respeito a quem vai lhe falar algo e você primeiro ouve para depois contestar, e, principalmente, no respeito a quem está trabalhando: seja porteiro, bedel, faxineiro ou professor. A falta de respeito à pessoa, ao outro que lhe é semelhante me entristece sobremaneira.
O comportamento em sala de aula não é exclusivo daquele espaço, os vejo no shopping, na rua, os pais reclamam do comportamento, há uma minoria de alunos sofrendo bulling (?) e colegas professores nos trazem relatos cada vez mais tristes e desanimadores. Talvez sejam apenas coisas da idade, mas se não tiverem limites e aprenderem a respeitar as pessoas agora, quando aprenderão?
A imaturidade os impede de fazerem uso de instrumentos conhecidíssimos como o grêmio escolar, ou qualquer outra associação, para subverterem e melhorarem um tipo de ensino que não os agrada. Apenas se formam mal e causam muito, muito transtorno.
Não fosse nada não me entristeceria tanto, contudo, sendo filhos de quem são, podendo o que podem, esses serão os chefes, os empresários de amanhã – muito provavelmente alguns serão também políticos, afinal de contas, são parte de uma das elites que vivem em terras brasilinas.
Penso e ouço dizer que estamos em transição, numa fase em que nos remodelamos enquanto sociedade e que isso implica em perda, ou melhor, em transformação de valores - confesso ser difícil apontar vilões e vítimas: quem sabe somos todos, em certo grau, mocinh@s e bandid@s – porém não consigo disfarçar minha tristeza, saí completamente arrasado da sala, tão ignorado quanto antes. Pela primeira vez pensei em desistir. Espero seja só vaidade.
quinta-feira, 12 de março de 2009
:: Poema
sexta-feira, 6 de março de 2009
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
:: Poema
Consumindo
Tudo o que consumo
se consome
dentro do vazio de mim
* Pichação num túnel de São Paulo.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
:: Poema
Chegou tarde
Foi-se cedo
E meus olhos
Tristes esperam sua volta.
* Neologismo gentilmente cedido pelo poeta Edner Morelli
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
domingo, 1 de fevereiro de 2009
:: Poema
apagam-se as estradas
e a vida vira um eterno-não-ir
sente-se a respiração
escuta-se o eco das batidas
é possível sentir as hemácias
percorrendo seu caminho até o fim
enxerga-se os flashes das conexões neurais
:uma tempestade de raios
"tudo claro"
à volta não há mãos esticadas
nem para o aceno
só resta o cerrar dos olhos e esperar...
é manhã.
