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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

:: Poema

Thalíptico Momento*
Para Thalita Pacini


Chegou tarde
Foi-se cedo
E meus olhos
Tristes esperam sua volta.



* Neologismo gentilmente cedido pelo poeta Edner Morelli

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

:: Poema

Para Thairiny

quase sempre
resumo a vida assim:

a tristeza do sax
versos
alegria do tamborim

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

:: Poema

Perfil

Para um retrato em especial

linhas e traços
compõem o mistério
ambíguo do belo

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

:: Poema

Acampamento


Ao MST


Busco em cada chão batido
Minha raiz, minha identidade.
Em cada goteira lonar meu clamor
em cada brisa uma lágrima
em cada uma delas um pedaço
do eu de aço que se dissolve.

:: Poema

7 de junho de 2004
A Carlos R. Leme.

Outros já partiram antes de você,
mas sem que eu pudesse perceber
ficaram por perto
e antes que algo em mim os reclame, retornam.

Não sei como será agora, tento te esperar
como se todos os dias sua partida tivesse acontecido ontem
e o hoje fosse apenas algumas horas sem seu barulho.
Algumas dores sempre existiram, apenas se mostram tarde.

Porque é tarde que entendemos o movimento da vida,
embora sempre achamos cedo e que, amanhã, tudo voltará
ao mesmo quintal, com os mesmos gritos e brigas.

Não temos mais risos à televisão nem pipas ou bolinhas matadeiras.
Não temos mais os mesmos tênis, calças, gravatas e planos.
Temos somente, talvez, o mesmo medo de olhar para trás: crescemos

domingo, 26 de outubro de 2008

:: Poema

Para Ju Dias

Há um cheiro
Assim, sem nome.
Um dia, quem sabe, vai-se
Some.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

:: Poema

Saudade

Para Priscila Coronado, "ao invés do rubi de sempre".*


A distância que nos faz mudos
ressalta em partes
a parte que sustenta frágil lembrança.

Não se apreende a saudade
para longe da alma
e apenas a lágrima
(grito em gotas)
alcança e alivia
a dor dentro do inefável.

É justamente quando algo quase perdido
e indolor se faz vivo
na face branca e simples de um sorriso.

* Tomo de empréstimo a dedicatória de José Paulo Paes que, a partir de seu segundo livro, dedicou todos à sua esposa Dora. Priscila não é minha esposa, entretanto, essa dedicatória faz todo sentido.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

:: Poema

Porta Retrato

Para Ju Dias

entre
preto&branco
existe sempre
a presença-ausência
de tudo

terça-feira, 22 de julho de 2008

:: Poema

Para Dona Elaine

Desculpe dizer

Mas intuição não se joga fora
Faça-a num segundo
Antes que vá embora!