terça-feira, 28 de agosto de 2012

:: poema

Todavia em São Paulo é poesia.
Metro livre à noite
Fixo e rimado no rush

Outras pura poesia concreta
Fragmentadas:
letras esparsas espalhando palvrões e encantos
Absorvendo borrachas, lama e sono

Algumas versos inacabados
Mudos
Escuros
Sorriso de gente triste

Toda via em São Paulo é poesia.
Cheias de cal e suor
Cheias de idas
De suspiros e
palavras inomináveis.

Um comentário:

Gabriele Diola disse...

Vai o vento em vão
Nem tudo passa nessa estação
Na Portuguesa-Tietê
E se eu beijar você?

A linha azul vai e passa
Em um passo, te busco, me abraça
Te pego pela mão
pra fora do vagão

Você diz que meu cheiro inebria
Eu não sabia se sorria
A luz no rio refletia
Adiando a hora da partida

Que parte na ida
Quando o que queria mesmo é voltar
A Tiradentes a passar
E eu ainda pensando em te beijar...

O relógio correu
Eu corri pro outro lado
Fui até o Tucuruvi
E nem vi
Você ir